Image Map S.O.S. Girls: Queridos 18 anos... ou não! #PapodeAmiga

Queridos 18 anos... ou não! #PapodeAmiga

20 setembro 2015

     Oi pessoal!
     Hoje é dia de Papo de Amiga. Que saudades de escrever pra vocês, já estava engasgada!
     Como eu não consigo contar nada sem minhas experiências... Senta que aí vem história.

     Eu sempre fui do tipo de menina "louca pelos 18 anos." Me prometeram várias coisas, e lançaram vários alertas. A tv dizia que eu ia dançar loucamente sem ninguém me mandando voltar cedo pra casa, e os pais diziam que eu ia engravidar se não tomasse cuidado.
     Agora, os 18 chegaram e tudo era uma bela mentira. Como o resto da vida que me prometeram.


     Eu fiz aniversário dia 18 de julho desse ano (inclusive tem vlog do meu fim de semana, e você pode assistir clicando AQUI pra entender mais desse texto).
     Tenho sérias crises de ansiedade e não foi diferente em mais um aniversário. Fiquei doente. Ao meu redor, era uma animação que só. Parecia que o mundo inteiro sabia que eu esperei essa data a vida inteira. E eu só conseguia pensar na parcela atrasada do curso e o próximo post do blog.
     Lembro quando eu tinha uns 10 anos, voltando da escola com uma tia:
     - Tia, falta quanto tempo pra eu fazer 18 anos?
     - Por que você quer saber, querida?
     - Porque eu quero ser grande logo.
     - Grande você já é. Mas faltam 8 anos. 
     - Em qual ano será meu aniversário de 18 anos?
     - Em 2015, ansiosa!
     Todo ano eu contava, o tempo passava e cada vez faltava menos. 
    Amadureci muito cedo, já pensava em trabalhar e ser independente quando todo mundo só queria dormir e jogar. Também já pensava em namorar e beber quando todo mundo ainda estava dando o primeiro beijo. Mas quando fiz 15 anos, alguma coisa se agitou dentro de mim. Senti o gostinho da liberdade e pensei "se já é assim agora, imagina nos 18 anos??"
     Como fui tola...
    A verdade é que somos enganados todos os dias. É sério, agora mesmo eu talvez esteja dizendo que a sua maioridade não será nada demais, quando ela pode ser incrível. Nunca ninguém sabe, e isso se chama vida. 
     Eu pensava que seria trabalho, comida, namoro, festa, e tudo de novo. Nunca pensei que seria fácil e lindo. Nasci pobre, já sabendo que ia ter que trabalhar a vida toda. Mas aí achei que iam rolar muitos meninos (e meninas, talvez, quem sabe), bebidas, festas, pessoas legais, trabalho chato, muita comida, mais festa, contas claro, viagens, paixões e paixonites de verão. E pensava isso tudo quando estava em dúvida entra ser astronauta ou cantora. Lá dentro eu também sonhava sem ser líder de torcida, mas isso não vem ao caso. 
     Criamos uma rede de sonhos, onde nos inspiramos em séries e filmes, e quando nada disso acontece, a rede rasga e caímos de cara no chão. Verdade dura, eu sei, mas vai se acostumando.
     Fui expulsa de casa aos 16 anos, passei por 3 depressões, perdi minha melhor amiga, curti muitas festas, me apaixonei pouquíssimas vezes pra uma adolescente que começou a amar aos 15 anos, quebrei a cara mais que muito marmanjo por aí, perdi dezenas de amizades por dezenas de motivos, caí, levantei, repeti o ciclo e nada do que imaginei aconteceu. A vida aconteceu.
     Hoje tenho dores na coluna como uma velhinha que conheci quando era pequena. Fico muito afim de dormir o dia inteiro, mas tenho aula as 7:00, e o blog a tarde toda pra me ocupar. Pego no jobs as 17:00 e só saio lá pra 00:00. Aí quando penso "vou dormir o fim de semana todo" tenho curso as 8:00, mais trabalho a noite e um marido pra amar e conversar. E isso é exclusividade da minha vida? Não, se tá difícil pra mim, tá difícil pra geral. 
    Até tenho o meu suado dinheiro, mas não tenho disposição. Amo música e dançar, mas já morro de preguiça só de ter que levantar, me arrumar, procurar amigos para sair, dançar a noite toda e ainda ter que pagar o táxi pra voltar. E a resseca no outro dia? Puts... Dá dor de cabeça só de pensar! Enquanto podia arrumar o layout do blog, gravar mais um vídeo, trabalhar mais pra ganhar mais, ficar com o meu marido, economizar maquiagem e ainda estudar. 
     É que as coisas não compensam mais. Quanto mais você cresce, mais você entra numa bolha. Você pode ser tímido e reservado, ou mega extrovertido como eu, mas vai chegar uma hora que ficar "na sua" vai ser melhor. Talvez seja uma fase, ou uma nova forma de viver. Encarar as pessoas vai te dar preguiça, porque você vai entender que quase nada importa, e que essa felicidade que nos venderam muito provavelmente não vai estar em mais uma "resenha" na esquina. Ou sim, whatever. 
     E isso tudo só se aprende aos 18 anos, Lu? Não, lógico que não. Percebi isso aos 16, outros vão perceber até mais cedo, e outros mais tarde. O que importa é que você vai achando a felicidade em coisas tão pequenas que chega a ser engraçado. As coisas que todo mundo diziam ser as mais legais do mundo vão perdendo a graça, e começamos a nos deslumbrar com o mundo e suas minúsculas coisas. O sol na sua cara e o vento frio. Sua comida favorita que enfim você sabe cozinhar. Seu quarto limpinho ou bagunçado do jeito que você gosta. Uma mensagem importante. Sua bebida favorita 3 vezes ao dia. Um abraço quentinho de quem você ama. Um sonho reconfortante. Descobrir uma nova musica favorita. A animação de ler outro livro. Ver seu filme favorito 60 vezes (já fiz isso, desculpa sociedade). 
        De repente, você percebe que ninguém é feliz, e que a vida é triste pra caramba. Ás vezes pior pra alguns, melhor pra outros, mas que a felicidade mesmo, é passageira, se encontra em momentos tão profundos que talvez só você vai entender alguns. A felicidade é questão de estar, não de ser.
     Começamos a ver que mostrar as coisas para as pessoas é inútil, porque lá no fundo, quase ninguém quer saber. Nem todo mundo te ama e está interessado no que você ama. Vemos também que bater o pé e dizer "eu sou isso!" é insignificante, porque amanhã você já não é mais. Quando você cresce, percebe que pode ser tantas coisas ao mesmo tempo, e grande parte da felicidade está nisso também, nas possibilidades. 
     Aí sim começamos a viver. E viver não quer dizer pagar contas e se estressar, e sim sentir... Aprender mais sobre a vida numa velocidade louca. Amadurecer todos os dias. Deixamos de ser o "bebezinho do papai e da mamãe" e entendemos que não tem nada definido, nada certo. Você planejou aquela viagem maravilhosa, mas esqueceu alguma coisa, que talvez tenha feito sua viagem ser melhor do que pensou, ou pior. Isso aí é a vida, viu?
    A gente só planeja, escreve tudo nos pensamentos, até mesmo a pessoa menos organizada. Você sempre vai esperar alguma coisa de um sábado a noite - ok parei -, mas ele vai te surpreender. Seja por um sorriso, por uma palavra, ou por um grande acontecimento.
    E o que isso tem a ver com os 18 anos, Lu? Fala sério, TODO MUNDO já pensou em como seria ter 18 anos. Enchem nossas cabeças todo santo dia com gravidez, camisinha, responsabilidade, ENEM, relacionamentos, cursos, futuro, e você não pensou nos 18? É a maioridade, cara! É o marco da vida, pelo menos nos países com maioridade nessa idade. É quando vamos fazer o que quisermos!
    Mentira. 
    Nós sempre fizemos o que queríamos. Tá, ás vezes você não queria fazer o trabalho de matemática, e sua mãe te forçou. Mas você fez porque a respeitava ou porque sentia medo dela. Se você não quisesse, não iria fazer, e teria que lidar com as consequências.
    A vida é uma lição de matemática, mano. Você faz as coisas se você quiser. Rola muita pressão do destino para certas escolhas, mesmo assim ainda parte de você. Algumas são importantes pro seu bem estar, e senão fizer, a consequência é de quem? Apenas sua.  
    Viu como a vida se encaixa em tantos exemplos? 
    Viu como ela pode ser várias coisas?
     E lidar com isso tudo é de dar tontura. A diferença de antes dos 18 pra depois dos 18 é que você é obrigado a lidar com isso tudo. Algumas pessoas são obrigadas a lidar antes, tipo eu, mas depois dos 18, é tchau e benção. Não é porque você mudou de um dia pro outro, dos 17 pros 18, é porque é uma rotina, é uma obrigação, todo mundo vive isso e sempre vai viver. Os 18 anos é o limite, saca? 
    "Você já fez 18 anos, agora tem que aprender a andar sozinho."
     Você sempre lidou com isso tudo, mas agora vai lidar com isso sozinho. Completamente sozinho? Não, a vida nos traz pessoas ótimas, com quem podemos dividir todas as nossas angústias e dúvidas, compartilhar experiências e aprender a ser mais leve. Mas a vida é sua. A dor, os traumas, a felicidade e a responsabilidade também.
    Resumindo todo esse texto: não mudou nada. Não dentro de mim. Agora a sociedade vai cobrar mais do que já cobrava graças a esse título de "18 anos". E isso vai rolar com você aí também, que ainda não fez. E você que já fez, sabe que é assim.
     Ehhh vida. Ô bichinho complicado, ein?!


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4 comentários:

  1. Ufa... Perdi o fôlego lendo seu texto. Mas é exatamente isso. A vida não é fácil para ninguém e muitas vezes a gente só aprende levando porrada mesmo. É tudo feito de momentos bons e ruins... E assim a gente vai levando. Beijooo.
    www.cariocabonita.com.br

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    1. Eu escrevo muuuito, tive que editar umas 3x pra não virar um livro hahaha.
      Disse tudo!!!

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  2. Adorei. Exatamente com o que eu penso!
    http://flavyalbuquerque.blogspot.com.br

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    1. Mais uma pro bonde dos 18 que passa rápido haha
      beijos!

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